
Minha mente continua pregando peças em mim, permanece sustentando uma ideia falsa, ideia essa que lhe prende cada vez mais dentro de um mundo vazio, dentro de uma mente lunática. O que esperar da noite fria e quieta que parece divertir-se, com as ilusões que criei. Junto a noite soturna, a doce mentira que me tornei vem à tona; e toma conta de mim impiedosamente, imagens que jamais vivenciei parecem dançar na escuridão, a dor que sinto causa-me instantes iludidos, ela me faz rir de olhos fixos no nada, submetendo-me a sentimentos que não sei como são, que nunca senti, e talvez nunca vá sentir realmente, mas minha mente insana, faz com que peque mentindo descaradamente para mim mesmo, que posso sentir o hálito quante do teu sorriso, a dor amarga da tua garganta, sinto na minha boca o gosto amargurado das tuas frases. Escuto o teu sorriso, em um sussurro ao toque leve e sôfrego dos teus dedos na mjinha pele.
No fundo, sei que não existes, és um ser irreal, és o que torturosamente renego, o que me faz sentir fraca por não conseguir dizer teu nome, se é que tens um nome. Odeio as noites lúgubres, mas um ódio de adoração, pois sentir a dor de saber que tornei-me uma mentira, faz com que não queira que amanheça, e que lentamente odeie-te cada vez mais. És o que corrói-me aos poucos, és a loucura, és o que escondo dentro de mim, tu és a minha ilusão, a verdade pela qual eu queria renegar-te mais e mais, ao fim és a mascara que cobre minha face.Géssica Marques.
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