quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dead heart.


Eu tinha quebrado e triturado cada pedaço do meu coração, cada milímetro de amor que um dia eu senti. Eu fiz com que eu não precisasse de ninguém para ocupar o lugar vazio dentro de mim. Eu me afastei de tudo o que fazia este vazio sentir vontade de ser preenchido. Eu consegui. Mas como a maioria das coisas que eu faço, eu não fiz bem feito. E quando eu achei que meu trabalho estava acabado e bem feito, eu fui testá-lo. No começo, estava tudo indo bem, eu achei que eu realmente tinha me livrado do amor. Mas ai apareceu você. E cada centímetro do meu coração que eu tinha transformado em poeira, voltou a bater. Era viciante. Ele nunca havia batido com tanta urgência. Você fazia - a cada palavra - com que ele nunca quisesse parar de bater. Minha imaginação se ligou ao meu coração. E eu pensei cada vez mais em você, me iludi, criei as histórias mais impossíveis na minha cabeça, criei um presente que aos poucos se transformou em um passado irreal. Expectativas. Sonhos. Com o tempo, a espera e a demora, esses sonhos se transformaram em pesadelos. E eu senti a mesma vontade de fazer meu coração sangrar até secar. E então me lembrei que na última vez que eu transformei meu coração em poeira, havia acontecido o mesmo. Meu coração vive um ciclo de dor. O remédio é o que causa a doença. Você.
Por que o amor - dito o sentimento mais puro - me faz tão mal?
Talvez eu não ame na quantia certa.



Débora Germann.




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