domingo, 19 de setembro de 2010

Night.


Não gosto do gosto doce da tristeza, prefiro o gosto da tristeza caótica sôfrega da máquina inquieta do sofrer que te enrola a noite como uma serpente. Olhares difusos por entre a nuvem de fumaça cinza do teu cigarro te fazem rir. E a cabeça tão leve quanto a garrafa vazia em cima do balcão. Passos tortos em direção ao insólido fim da noite, sopros químicos das palavras arranhadas que saem da tua boca, colidem no muro vermelho de teus lábios entre sussurros mórbidos. Na luz fosca que parte a escuridão da rua, a solidão fria de um olhar congela teus dedos e teu sorriso insano. A noite chega ao fim e traz um novo dia, e na tua mente vazia o reflexo no espelho de um rosto imaginário que deixa na garganta a amarga ilusão e os olhos embriagados no labirinto da tua loucura.




Géssica Marques.

Dark Streets.


São nessas ruas escuras e frias que estão meus pensamentos percorrendo a solidão como na palma fria da tua mão, todas as coisas que não fiz escondem-se por entre os muros noturnos dessa ilusão. Nos passos duros do teu corpo encontro um ponto final no meio-fio da calçada, amanhece a noite de chuva fina, percorro as ruas da noite rumo as tuas canções e encontro nos teus olhos o fim frio da noite e os clamores desejando a redenção. Na noite que passou percorri as ruas escuras no teu pensamento e perdi-me dentro das lembranças que não sonhei, mas que deixam em mim o mesmo gosto vazio da tua voz, que nego escutar nas ruas escuras por onde nunca andei.

Géssica Marques.

Tears Falling.


O que faz as lágrimas caírem todas as noites? Sentir uma angustia apertando teu peito, a cada gota de ilusão que escorre pela face que continua a olhar todas as histórias em vão. Continuar correndo em busca daquilo que só dentro de você realmente existe, manter uma certeza que não é real, uma mentira infindável, que de tanto negá-la e alimentá-la com fatos que nunca presenciei, tornou-se a única coisa que existe aqui dentro, o único motivo pelo qual continuo mantendo aparências falsas, e fingindo não sentir nada, mas me machucando.
Dia após dia olhando para os mesmos lados e nenhum deles me mostra uma saída ou um jeito de esquecer tudo isso. Não vejo mais nenhum sorriso antigo, nenhum plano perfeito, só vejo o passado sombrio e todas as dores que ele trás, não importo-me mais com os dedos que apontam as minhas fraquezas, e os olhares que continuam a esperar as minhas respostas, todos de certa forma esquecerão tudo isso, e eu vou continuar aqui com os olhos abertos, vivendo imagens que se formam dentro da minha ilusão.
Porque essas lágrimas continuam caindo todas as noites? Elas caem em vão, elas já não trazem o alívio de antes, elas ferem ainda mais o que resta de mim, há muito tempo que elas caem e mesmo com o passar de tudo, o motivo continua sendo o mesmo. A cada noite um pouco de mim tem sido arrancado aqui dentro, à cada lágrima que cai uma história é contada sem palavras, uma verdade é dita, mas não há ninguém aqui para escutá-las, uma a uma vão aumentando o vazio que existe aqui dentro, e o que fazer a cada noite de solidão, que a única saída é deixar o desespero atacar-me, fazendo com que o choro seja uma súplica, e deixando assim tudo vir à tona mostrando-me que meu mundo e tudo dentro de mim tornou-se uma vontade, uma dor inexplicável e que resta apenas um vazio e uma solidão enorme, que toda noite quando me vejo só com meus pensamentos deixa-me imersa na escuridão, apenas com o som das lágrimas caindo.


Débora Germann/Géssica Marques.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Achievements.


Eu quero, eu real e sinceramente desejo do fundo da minha alma insistir em continuar, sempre. Insistir em ser quem eu sou, insistir em sorrir, buscar o melhor das pessoas. Ser viva em música, em céu, em cores, na melodia. Tentar sentir o vento tocar meu rosto e pentear em meus cabelos, olhar as estrelas, cheirar o mundo. Sentir o tanto de vida que há lá fora... Abrir a porta, seguir em frente... Mesmo que seja sem um rumo certo, mesmo que eu saiba qual esquina quero dobrar, mas não saiba como chegar à esta esquina. Eu quero!
Mas eu ainda me sinto presa aqui dentro, eu ainda não tenho a chave certa que abre a porta para que eu possa sair, aliás, eu ainda não tenho nenhuma chave em minhas mãos, eu quero sair por ai sem fugir. Eu não quero fugir, eu quero que quando eu chegue lá na frente eu possa mostrar o tanto de chaves que eu consegui, tirá-las do meu bolso, com orgulho, e mencionar cada conquista, lembrar de cada pequena gota de suor, que escorregou pelo meu rosto até que eu conseguisse a tão esperada chave. Eu só não sei se eu consigo. E eu sei que se eu ficar aqui parada eu nunca vou saber se eu conseguiria. Mas e se eu sair por ai, e ter de voltar para casa, sem nenhuma conquista, e ao invés de uma gota de suor no rosto, uma lágrima? E se o que eu voltar trazendo nos bolsos forem pedras - que me atiraram pelo caminho -, ao invés das chaves? Se for para ser uma derrotada, eu acho que prefiro não lutar! Embora, eu fique para sempre na dúvida...
Se eu conseguisse ter coragem para sair... Mas eu não gosto de voltar com más notícias... Mas e se der tudo certo? E se nem for tão difícil assim, para conseguir pegar estas chaves? E mesmo se for difícil... É ai que esta a graça. Mas eu acho que não prefiro pensar pelo lado mais positivo, afinal, sempre que eu pensei pelo lado bom, o mundo deu um jeito de me mostrar o quão enganada eu estava. E se eu pensar que será horrível, o que acontecer não será pior do que o que eu penso, poderá ser igual, mas não pior, e assim estarei preparada para tudo. Eu só preciso de coragem! E eu a terei!


Débora Germann.

domingo, 5 de setembro de 2010

Along the way.




É horrível procurar a solução quando você não sabe nem onde está o problema.
Quando se bota o pé na estrada e você trilha boa parte do caminho, focada no seu ideal, você percebe que está na metade da estrada e você tem uma ponte de madeira, quase quebrada, e você tem medo de atravessá-la e cair, você recua, olha para traz e vê o quanto foi bonita sua caminhada, vê os lugares por onde a vida te levou, as pessoas que te mostrou, e você percebe que neste tempo todo você esteve fixado em seu ideal e não aproveitou nada, não lembra mais do brilho no olhar dos outros. Você para e compara sua caminhada com o seu objetivo e vê que a caminhada tinha muito mais valor. Você vira e tenta correr para voltar e tentar tudo de novo, só que dessa vez você já saberia como seria bom viver cada sorriso e cada lágrima, mas você não consegue, a vida não te dá essa chance, mas mesmo assim, você ainda tem metade do caminho para trilhar até chegar ao seu objetivo, têm metade da estrada para sorrir. Mas não se conforma. Você queria era voltar. Olha para frente, e continua seguindo, e enquanto caminha fica pensando na primeira parte da caminhada, pensando naquilo que fez de errado, e não aproveitou. Chega ao seu ideal. E é ai a onde você aprende a viver, e que deveria ter deixado o passado, no passado, mas aí... aí o seu tempo já acabou.

Débora Germann.

My ghosts.





Tudo caiu ao meu redor. Restou você. Por você estou aqui, em lugar nenhum e sem você, acompanhada de ilusões, gritos e fantasmas que eu mesma criei, tentando te esquecer, criei fantasmas que me fazem te lembrar, que me fazem sofrer e que não querem mais me largar.
Fantasmas gostam de sofrimento, e vivem comigo porque sou a pessoa que mais os alimenta, com meus gritos, minhas agonias, que você me traz.
Acho que sou meu fantasma, porque mesmo sabendo que é você que me faz sofrer, continuo amando-o e me alimentando do meu sofrimento.






Débora Germann.

Change.



[...] E vai ser sempre assim, pois já faz parte de mim, o meu destino é sempre procurar. [...]

Estive procurando músicas que pudessem expressar aquilo que eu sentia em relação à você. Não encontrei. Estive procurando palavras dentro de mim, que conseguissem formar uma pequena frase, onde estivessem todos os meu sentimentos por ti. Elas não existem. Só há um vazio. Eu nunca vou conseguir escrever aquilo que eu realmente sinto, ninguém nunca vai saber o que se passa por dentro de mim, mas isto não é por eu não ter vontade de comunicá-las de tudo o que se passa na minha cabeça e no meu coração. Todos os que até hoje, pararam para me ouvir, não entenderam o que se passa, e não é tão complicado assim. Acho que o que eu preciso, é ter alguém para amar. Acho que o que eu preciso mesmo é ter alguém para ME amar.
Porque nunca deu certo? Eu acho que eu nunca tentei, para dar algo certo. Eu desaprendi a olhar nos olhos das pessoas, eu tenho medo delas, eu tenho que acabar com esta minha inferioridade. Eu vou mudar, vou fazer o melhor para mim. Vou me arriscar, e se não der certo no começo e no meio, eu corro atrás, e faço dar certo, pelo menos no final. Não vou mais me arrepender, afinal até hoje eu só me arrependi daquilo que eu não fiz, então, agora vou fazer tudo o que eu tenho vontade, no instante em que eu tiver vontade, não importando quem esteja perto de mim. Vou olhar nos olhos de cada um que passar por mim, sem medo de ver as mentiras, e as verdades que cada um esconde, eu vou lutar pelo que eu julgo ser certo, e se em certo momento eu achar que o errado esta certo, eu lutarei pelo mesmo.



Débora Germann.

Ice.


Eu não sei escrever, eu não sei falar, eu não consigo entender, eu nem sei mais chorar. Eu poderia estar encarando isto de uma maneira diferente. Seria melhor se eu não me arrependesse, se eu não quisesse voltar a traz. Eu sei que se o tempo voltasse eu faria tudo igual outra vez, o tempo passaria e eu estaria aqui, querendo fazer o tempo voltar, sem motivo algum.
Eu não quero, e não consigo admitir que agora eu tenho dúvidas sobre o que fazer e o que deveria ter feito, por tua culpa. Seria melhor se tu não existisse (eu sei que eu adoro me enganar). Seria melhor se eu tivesse continuado a andar sem olhar para lado nenhum, eu estava indo bem, eu estava me tornando mais fria. Qual foi o dia em que eu resolvi olhar para o lado, e te enxerguei? era animador antes, depois de tanto tempo sem notar nenhuma presença ao meu lado, mas depois, como sempre, o que era bom se transforma em lágrimas, e eu continuo achando que deveria me tornar fria, deitar na rua à noite, esperando a a água que cai das estrelas cair sobre o meu corpo, e me levar para longe, tomar um copo de sangue e colocar um gelo no lugar de um coração. E se isto estivesse machucando os outros, eu nem me importava mais. Eles me machucaram muito mais, e eu não fui capaz de falar uma palavra se quer. Se eu tivesse conseguido ser capaz de não sentir nada, eu não sei se seria melhor, mas pelo menos eu não estaria chorando, ou talvez eu estivesse, só que sem um motivo, como na maioria das vezes.
Tu ta certo. Eu acho que tu merece algo bem melhor, mas eu acho que ninguém aqui te merece. Eu não sou o bastante pra ti, e tu não é o bastante pra ninguém.
Quem não deveria existir era eu, ou quem sabe eu nem exista.


Débora Germann.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

You are;


Minha mente continua pregando peças em mim, permanece sustentando uma ideia falsa, ideia essa que lhe prende cada vez mais dentro de um mundo vazio, dentro de uma mente lunática. O que esperar da noite fria e quieta que parece divertir-se, com as ilusões que criei. Junto a noite soturna, a doce mentira que me tornei vem à tona; e toma conta de mim impiedosamente, imagens que jamais vivenciei parecem dançar na escuridão, a dor que sinto causa-me instantes iludidos, ela me faz rir de olhos fixos no nada, submetendo-me a sentimentos que não sei como são, que nunca senti, e talvez nunca vá sentir realmente, mas minha mente insana, faz com que peque mentindo descaradamente para mim mesmo, que posso sentir o hálito quante do teu sorriso, a dor amarga da tua garganta, sinto na minha boca o gosto amargurado das tuas frases. Escuto o teu sorriso, em um sussurro ao toque leve e sôfrego dos teus dedos na mjinha pele.
No fundo, sei que não existes, és um ser irreal, és o que torturosamente renego, o que me faz sentir fraca por não conseguir dizer teu nome, se é que tens um nome. Odeio as noites lúgubres, mas um ódio de adoração, pois sentir a dor de saber que tornei-me uma mentira, faz com que não queira que amanheça, e que lentamente odeie-te cada vez mais. És o que corrói-me aos poucos, és a loucura, és o que escondo dentro de mim, tu és a minha ilusão, a verdade pela qual eu queria renegar-te mais e mais, ao fim és a mascara que cobre minha face.

Géssica Marques.

sábado, 31 de julho de 2010

Feel.



Se você não é real, se você não está aqui comigo, se ninguém te vê, então porque a minha dor é real, e porque eu te amo de verdade, e porque eu posso sentir as lágrimas caindo lentamente ao meu rosto durante a noite quando eu me deito? Não é justo que eu sofra tanto, e no fim não tenha você para me consolar.
As palavras mais duras não são mais fortes que você, e não podem te vencer, as palavras mais ousadas não te afrontam, as mais apavorantes não te dão medo, as mais puras não te surpreendem, as mais tristes não te fazem chorar. Então, quem é você? O que você sente? Aliás, você sente algo? NÃO! Eu sei que não; você não possui um coração ai dentro e não pode sentir nada. Talvez você ache que isso seja bom para você, porque faz com que você não sofra por ninguém, e tenha apenas razão; mas não, isto NÃO é bom para você, você vai morrer sem saber o que é amor, sem saber o que é querer o bem de uma outra pessoa, e isso é o melhor que se pode sentir. E se você quer apenas que eu ache que você não está sentindo, quer manter este rosto frio, para que ninguém ache que você sofre, você está fazendo tudo errado. Eu já fiz isto, e é feliz quem realmente sente, sem medo. Não tente trancar o que de mais bonito existe em você, pare, seja feliz e deixe que os outros, se quiserem, intrometam-se na sua vida, eles não estarão sendo felizes por você, se eles quiserem que você sofra, deixe-os, são poucos que derramarão lágrimas pela sua dor.


Débora Germann.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tears.


Eu vou matar alguém hoje, e talvez a vítima seja quem reside em meu coração, então, se você não quiser morrer, acostume-se a dormir na chuva, bem longe de dentro de mim, porque foi você quem escolheu sempre tentar fugir daqui de dentro, e aos poucos você fez ele esfriar cada vez mais, e hoje eu posso te dizer que ele não é mais confortável para que você possa continuar aqui, eu colocarei meu coração em um congelador por tua culpa. E tu não precisas voltar para saber notícias minhas e do meu coração, porque nós estaremos bem, ao contrário de quando tu ainda fingia acompanhar-nos.
Não fique aqui esperando respostas, eu não posso dá-las a você, bem-vindo ao mundo de ilusões, bem-vindo a minha vida onde todos os sonhos são inúteis. Não adianta querer voltar no tempo, não há nada que possamos fazer, quando começamos sabíamos que teria fim, bem-vindo a um mundo de loucura, de facrassos, e lágrimas desperdiçadas, o espetáculo um dia tem seu fim, agora sente-se e contemple-o. Sorria, já que não posso, abra os olhos e veja o sangue que escorre dos meus pulsos. Ele é real. Real como meus sonhos, não pense que me viu sorrir, pois isso só irá acontecer se cortarem-me o rosto e desenhar na minha face um simples sorriso. Bem-vindo, agora contemple o espetáculo do meu facrasso, levantem-se todos, pois o espetáculo teve seu fim, e nenhuma lágrima sequer ousei deixar no meu rosto rolar.


Débora Germann.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

For you.



É como se eu tentasse a cada palavra, te trazer um pouco mais para perto de mim, mas tu não virá, eu sei, mas tu estás tão perto de mim que as vezes isto parece possível, por mais longe que isto esteja da minha realidade. E é muito mais difícil pensar que tu poderia ser de alguém como eu, mas não eu exatamente. Tu me machuca sem perceber.
Quando eu olho pra ti, o mundo poderia estourar e eu não perceberia, eu me sinto realmente feliz, mas depois eu percebo que tu nem notou minha presença, e isso transforma tudo em uma coisa tão estúpida, que eu nunca havia me imaginado fazendo.
Eu não queria estar escrevendo por ti. Eu não devia estar pensando em ti, tu não mereces nem um terço das lágrimas que eu já derramei por tua culpa.
Eu queria saber o que tu pensas, o que tu falas, o que tu fazes, e por quem tu vives. Eu já estou cansada de ficar aqui, nessa mesma história de sempre, onde só quem muda são os personagens, mas a minha dor permanece, e aumenta cada vez mais, é como se eu, a cada vez que isto acontece, esquecesse de tudo, e entrasse na mesma estrada, passando pelo mesmo caminho, e ficando sem forças para chegar até a minha felicidade, se é que ela existe.
Eu já tentei mudar muitas vezes, para ver se o meu caminho muda também, mas não, eu não consigo mudar, e talvez eu não queira mudar. Eu acho que a pior parte de mim é a parte que precisa de ti.


Débora Germann.




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Impassive face.



Quem é o dono da verdade? O homem calmo de rosto impassível, que sufoca todas as histórias que criamos para esconder o medo de nós mesmos. A boca que tanto fala, cala-se em frente aos espelhos; a imagem da dor e de um cigarro amassado. O fracasso que te sugou e o sorriso que tanto usastes para disfarçar a dor das palavras que ouviu e que te fizeram despedaçar.
Com os olhos bem abertos a observar a fuga dos prantos, a calma sufoca o dono da história, e seu rosto continua impassível a toda dor, e o medo transborda da boca que ele tanto calou.
Como peças de um jogo todos vão caindo e o que resta são as máscaras que cobrem a verdade e escondem a dor que corrói. Um coração que não pode mais lutar. E a angústia do olhar demonstra a dor de uma alma aprisionada, para não revelar o que realmente és.
Deixe todo o medo escorrer em suas veias, e vai sentir o mesmo que senti quando deixei a última gota cair, me mostrando que nesse jogo só tem chance de vencer quem se esconde.

Géssica Marques.




quarta-feira, 7 de julho de 2010

I want your soul.


O que eu vivo, não é real. O que eu escrevo, não aconteceu. São minhas fantasias que me fazem seguir. O que eu sinto não faz sentido. Eu sinto, choro, sorrio, levanto, deito, como, ouço, falo, respiro. Faço exatamente tudo o que uma pessoa que vive normalmente faz, o problema é que as pessoas que estão ao meu redor não fazem isso, elas nem tem sombras.
Eu não quero acabar com minhas fantasias, sem elas eu tenho certeza de que eu não estaria mais aqui, eu não teria mais forças para lutar, eu já teria desistido na primeira esquina.
Eu só acabaria com as minhas fantasias, se tu te tornasses a minha realidade, ou talvez isso não adiantasse, pois eu sei que nada que é de verdade é tão bom quanto planejamos. Mas, tu... tu és perfeito para mim, aliás, tu só és perfeito para mim.
Então vem pro meu mundo por favor, saia do livro que eu criei em minha mente e vem fazer com que eu deixe de sonhar, e gritar pela noite te procurando em meus pensamentos. Vem fazer com que eu possa escrever algo real, possa chorar por um motivo que não é banal. Mas se não quiseres, apenas não saia do meu pensamento, não deixe que eu te esqueça, afinal, eu te amo, e não preciso de teu corpo para comprovar isso.
Um corpo é só um corpo, eu quero a tua alma.


Débora Germann.




segunda-feira, 5 de julho de 2010

A piece of my other world.



Então eu criei o mundo que me fazia estar sempre ao seu lado, o mundo que não era perfeito, mas era o melhor mundo de todos.
Eu criei porque eu não aguentava mais viver tendo que ser alguém que eu não era, não aguentava mais ter que usar máscaras por ter vergonha de ser feliz, e sinceramente, não havia coisa melhor do que imaginar minha felicidade, por mais que eu soubesse que nada disso um dia iria acontecer, e que isso acabaria mal no final, - já que eu larguei inteiramente meu mundo real para viver uma fantasia - mas no fundo aquilo valia a pena.
E depois de um tempo, quando eu percebi que não iria mais conseguir parar, e que aquilo tomaria conta de mim de uma forma assustadora, eu lutei para largar, e tentar esquecer daquele vício. Eu me afastei de quem estava neste mundo comigo. Infelizmente. E consegui esquecer, ou pelo menos eu consegui mentir pra mim que eu esqueci. Mas, agora depois de tanto tempo, isso quer me tomar novamente, e me parece que está vindo mais forte do que antes. Deixando-me louca. Eu resolvi me render e voltar para aquilo que eu amava tanto, mesmo que me faça mal no futuro, isso me leva à maior felicidade agora. Mesmo que eu estivesse em um estádio, coberto de gente, eu não perceberia a presença de ninguém, apenas a minha e das pessoas desencantadas, do meu mundo.


Débora Germann.



Your pain.



E o pior está sendo te ver sorrir, e chorar pela mesma pessoa, te ver sofrendo e estar amarrada sem ter o que fazer para ajudar. O pior é você gostar desta dor. Gostar de quem está fazendo com que esta tua dor não acabe.
Não faz sentido eu sofrer pelo teu fracasso, se eu não quero te ver feliz. Não é que eu não queira que não soframos, o problema está em você, o problema não é a tua dor e sim o motivo dela. Nós sofremos juntos, mas há algo errado, eu queria que sofrêssemos um pelo outro. Talvez eu ainda não entenda o que é dor, pois eu era tão forte em todos os meus sentimentos que na maioria das vezes eu era quem obrigava-os a se acabar, e no entanto agora, eu não os mando mais.
Eu sei que não está bom para você, mas fique sabendo que é muito pior pra mim, você à ama e quer vê-la feliz, você não está sendo corroído pela vontade de vê-la chorar por você.
Cansei de me prometer que quando tu falasses comigo eu não iria ligar, eu não iria chorar. Eu preferia antes, quando eu quebrava esta promessa, pois era quando tu ainda falavas comigo. Agora eu não posso mais quebra-la, e eu acho que se tu vires algum dia ainda falar comigo eu não à quebrarei, por não te amar mais, e não me sentir tão presa em você. Faça, por favor, com que eu te ame!


Débora Germann.




sexta-feira, 2 de julho de 2010

Suffering.


Nada pra fazer, ninguém pra pensar, nenhum motivo pra rir, nenhum motivo pra chorar. Desilusão. Perca de tempo é viver assim, sem um motivo para seguir. Sem drama. Uma vida simples, fácil, me desanima viver assim, eu tenho vontade de mudar, mas a mesmice ao meu redor me impede. Me desanima muito mais, ver as pessoas ao meu redor, com vidas sem razão, ou talvez tenha uma razão tão grande, que não cabe a maior razão da vida. O amor. Eu tenho medo de que os poucos sentimentos das pessoas se acabem, e tudo fique pior. Tenho medo de que todas as pessoas sofram tanto de amor, que cheguem a desistir de amar. Mas, eu não quero que o sofrimento do amor acabe. Talvez, um dia eu canse de falar de amor, canse de ter ouvido tantas músicas chorando pensando no que não aconteceu. Mas nenhum dia da minha vida eu vou me arrepender. Eu estou aprendendo muito comigo, mas isso não significa que eu esteja aprendendo com os meus erros, aliás, eu aprendo, mas eu cometo os mesmos novamente e novamente. Eu espero o último dia antes da morte, para que eu possa olhar para trás, e perceber que aguentei até o último dia sofrendo sozinha, sem motivo algum. Se o que eu falo já foi dito, talvez seja bom, talvez alguém já tenha sentido o que eu sinto. Talvez eu não sinta nada.

Débora Germann.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

keep body and soul together.


Eu tento explicar em poucas palavras o que eu sinto, mas nunca chego à uma conclusão. Queria estar amando. Queria ser amada.
Lutei até hoje, para conseguir ser alguém. Alguém que eu tenha orgulho. Alguém que todos adorassem. Não adianta. Nem que eu fosse a pessoa mais perfeita do mundo eu não agradaria a todos. Parei pra pensar, e toda vez que eu chegava à alguma conclusão, eu pensava mais um pouco, e mudava totalmente de ideia, eu já estava cansada de nunca saber para onde eu queria ir, que caminho eu queria seguir. Observei. E vi que as pessoas que eu idolatrava, não estavam me ajudando a seguir, algumas delas queriam me deixar pra trás. Minha primeira reação foi tentar ser fria e não me abalar, tentar seguir com eles e, como eles. Eu tinha errado. Depois de um tempo, eu percebi que eu deveria achar dentro de mim, alguém que me desse tudo o que eu precisava, que me desse forças pra seguir, que me fizesse ser feliz de verdade. Eu não encontrei esse alguém dentro de mim. Eu estava desesperada e sozinha, perdida, como uma gota de chuva que cai em um oceano. Eu achava que estava na hora de desistir, mas não me parecia uma boa ideia. Prossegui. E já que meu presente não estava sendo tão bom, eu parei para olhar para o passado, lembrando das coisas que eu fiz, e das coisas que eu queria ter feito, os sonhos que eu realizei, e os pesadelos que aconteceram. Minha vida estava passando pelas minhas mãos, e eu estava enfrentando todas as tempestades de frente. E finalmente, com todas as decepções, sofrimentos, alegrias e tristezas, eu criei forças para achar o alguém dentro de mim que conseguiria me fazer feliz. E realmente conseguiu.


Débora Germann.



Dead heart.


Eu tinha quebrado e triturado cada pedaço do meu coração, cada milímetro de amor que um dia eu senti. Eu fiz com que eu não precisasse de ninguém para ocupar o lugar vazio dentro de mim. Eu me afastei de tudo o que fazia este vazio sentir vontade de ser preenchido. Eu consegui. Mas como a maioria das coisas que eu faço, eu não fiz bem feito. E quando eu achei que meu trabalho estava acabado e bem feito, eu fui testá-lo. No começo, estava tudo indo bem, eu achei que eu realmente tinha me livrado do amor. Mas ai apareceu você. E cada centímetro do meu coração que eu tinha transformado em poeira, voltou a bater. Era viciante. Ele nunca havia batido com tanta urgência. Você fazia - a cada palavra - com que ele nunca quisesse parar de bater. Minha imaginação se ligou ao meu coração. E eu pensei cada vez mais em você, me iludi, criei as histórias mais impossíveis na minha cabeça, criei um presente que aos poucos se transformou em um passado irreal. Expectativas. Sonhos. Com o tempo, a espera e a demora, esses sonhos se transformaram em pesadelos. E eu senti a mesma vontade de fazer meu coração sangrar até secar. E então me lembrei que na última vez que eu transformei meu coração em poeira, havia acontecido o mesmo. Meu coração vive um ciclo de dor. O remédio é o que causa a doença. Você.
Por que o amor - dito o sentimento mais puro - me faz tão mal?
Talvez eu não ame na quantia certa.



Débora Germann.